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Ricardo Carneiro | Carta Capital

 

Em artigo publicado na Carta Capital, o economista Ricardo Carneiro, professor do Instituto de Economia da Unicamp, analisa os impasses e possibilidades do debate desenvolvimentista no campo progressista. O texto parte da proximidade das eleições para discutir como diferentes correntes formulam propostas de política econômica, especialmente em torno de dois eixos: o desenvolvimento das forças produtivas e a redução das desigualdades sociais.

Carneiro examina os limites de duas vertentes recentes do desenvolvimentismo. De um lado, o novo-desenvolvimentismo, que aposta na combinação entre câmbio competitivo, juros moderados e regime fiscal sustentável para induzir investimento e crescimento. De outro, o social-desenvolvimentismo, que coloca a redução das desigualdades e a expansão do consumo popular no centro da estratégia econômica. Para o autor, ambas as formulações têm méritos, mas também insuficiências quando tomadas isoladamente, seja por superestimarem os efeitos dos preços macroeconômicos, seja por concentrarem o dinamismo econômico no consumo de massa.

A proposta apresentada no artigo é o chamado “desenvolvimentismo redux”, uma tentativa de combinar as contribuições dessas correntes com instrumentos do desenvolvimentismo clássico, adaptados ao contexto atual. O eixo central seria o investimento autônomo, público e privado, planejado e viabilizado pelo Estado para impulsionar a transformação estrutural da economia, promover a reindustrialização, elevar a produtividade e gerar empregos de melhor qualidade.

 

Artigo completo: https://www.cartacapital.com.br/artigo/desenvolvimentismo-redux-equilibrio-nas-prioridades-do-campo-progressista/